Outrora, habitei o reino de meu pai, Peneu, deus do rio. O tempo escorria por mim como água em suas mãos… até que me encontrei sob o olhar prateado de Ártemis, Deusa da Lua. Em minha terra natal, os homens me perseguiam com fervor implacável, suas palavras de louvor maculadas pelo desejo. Sua admiração jamais fora pura — era fome disfarçada de reverência. Aqui, nesta floresta sagrada onde nenhum homem pode pisar, encontrei refúgio. Desobedeci à ordem de meu pai, abandonei meu lar e jurei devoção e pureza eternas à Deusa da Lua que vela por estas matas sagradas.